terça-feira, 12 de abril de 2016

Em nome dos que construíram Brasília: Retirada do muro JÁ!

(foto: Fernando Bezerra)

O Brasil tem 26 estados mais o Distrito Federal. Brasília foi, é e será o esforço da inteligência do navegar do homem brasileiros mais simples. No entanto, o caminhar na edificação do esforço coletivo para se tornar uma capital construída em três anos e meio, traz em si, todo o valor que congrega a formação da nação brasileira de ocupação desse território de espaço vazio.

Os mudancistas entenderam todo o projeto da cidadania brasileira da convocação motivante do ex. presidente JK, da sua visão politica do processo de cidadania. Era reconhecido como tocador de obra. A sua presença nas madrugadas dos canteiros de obras, conversando com os operários, selava uma aliança do setor laboral, patronal e também o setor publico do governo, que era representado pela Novacap.

Os brasileiros contribuíram com os impostos para manter a obra em dia, cumprindo o compromissos do governo com o setor privado. Tornando-se a mais espetacular aventura do fazer, do edificar, do trabalhar no esforço comum da brasilidade.

2016, o estado brasileiro violou os direitos civis e humanos. Bertolt Brecht falava que o analfabeto politico é o ser mais perigoso, sendo homem ou mulher.

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”(Bertolt Brecht)

Brasília capital da esperança do plano no alto, ou seja, planalto em uma visão indelével da interação do Brasil e das Américas. Hoje! Agora! Nesse instante, há uma violação e degradação dos poderes da republica, contra os símbolos de integração de Oscar Niemeyer.

A rodoviária representa o homem deitado. O Congresso Nacional através dos plenário da Câmara e do Senado representa o oito, o simbolo universal da matemática. As duas torres do Congresso de 28 andares, representa a funcionalidade administrativa da Câmara e do Senado, simbolo do homem em pé.  

Os mudancistas e os brasileiros estão chocados com o muro que liga rodoviária e a Esplanada do Ministérios. Dividindo os brasileiros entre “bons e maus” pela conveniência politica na votação contra e a favor do impeachment , até o próximo domingo (16/04/2016). O estado brasileiro e o governo perderam a capacidade de gestão dos entes administrativos. O muro que divide pessoas da mesma pátria sobre conveniência politica é um terrorismo violentador da vida e da dignidade humana. Os mudancistas pedem a eliminação do muro já!.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O verbo é a palavra que vivifica

O novo fato de 1500 a 2016! O despertar do caminhar do processo da cidadania política ao novo alvorecer da inteligência da vida. O mais espetacular é a valorização do símbolo brasileiro, a sua bandeira e o hino nacional. Cantado por todos, dentro e fora do país. É uma identificação de amor ao bom-senso, de agregação de todo potencial da contribuição da historia, por todos nós brasileiros. Há de se indagar, se a movimentação espontânea da nação brasileira é o prover do potencial coletivo. A nação é, e sempre será, mais importante que as instituições. A nação é o caminho correto da formação do estado e do poder republicano. Como diz a frase de alguém “é o amor a vida e vivifica-la”. O Brasil vivificou em 13 de março de 2016 o amor pela vida, pela nação, pelo país, pelas pessoas, pela família brasileira e acima de tudo, pela civilização humana.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Pesquisa sobre a Constituinte de 88


Yussef Campos entrevista Waldimiro de Souza, no dia 10/04/2013. Para sua pesquisa de Doutorado sobre a Constituinte de 1987 e 1988.

Entrevista na íntegra.

  • Senhor Waldimiro, meu nome é Yussef Campos e sou aluno do Programa de Pós-Graduação  em História da Universidade Federal de Juiz de Fora. Pesquiso como foi confeccionado o artigo 216 da Constituição  Federal, que trata do patrimônio cultural brasileiro.
  • Sei...você  está fazendo doutorado? Você já viu o blog [ele se refere ao blog   ‘O negro no Brasil 1980’, organizado por ele]?
  • Sim! Sou doutorando e consegui seu contato pelo blog. E notei que o senhor participou da Constituinte, como representante do CEAB (Centro de Estudos Afro -brasileiros), estou certo?
  • Foi...
  • E no artigo 216 os sítios quilombolas são tombados imediatamente...
  • Não, não está  tombado não...alguns estão sendo reconhecidos agora. Acontece o seguinte: não foi regulamentada a lei. É uma coisa constitucional, mas não regulamentada. Tem um decreto do Lula que está no Supremo, questionado pelo partido democrático.  
  • Mas as reivindicações que o senhor levou para a Constituinte foram atendidas? 
  • Não! O que o Milton [Santos] chama de linguagem da perversidade é que...você viu o que aconteceu entre o Joaquim [Barbosa] e o Supremo? Então...se os advogados e juízes fazem isso com o Supremo não vão fazer com os Quilombolas? 
  • Qual seria então a crítica que o senhor faria a  Constituinte, enquanto falamos de cultura afro-brasileira, por ter deixado reivindicações de fora?
  • [Pausa]. Os  Constituintes, todos sem exceção, estavam  desinformados…uma vez eu coloquei ao presidente JK que o governo dele tinha sido racista, contra negros e índios, e ele levantou e disse  para  mim, olha a resposta dele: ‘não foi um erro meu, nem do meu governo, nem dos  meus ministros nem dos meus assessores..., mas  sim dos nossos antepassados que não nos informou que brasileiros nós somos. Nenhuma mulher, nenhum homem pode tomar decisões específicas no país e não conhecer racismos’. E acrescentou: ‘Faça alguma coisa para ombrear que eu ajudarei’. Eu disse ‘presidente, eu não sou nenhum chefe de estado, eu não tenho nenhuma ideia nem nenhum lugar´, porque eles é que trabalham para o país. Foi o Juscelino que me deu essa base de apoio. Agora, o parlamento brasileiro, hoje,  e nós somos um povo desinformado que somos, como nação. Nós temos uma herança com grau perverso da Maçonaria, da Igreja e da Europa, os portugueses. Quem domina, ainda, é esses grupos: a maçonaria, a Igreja e a herança europeia vinda do alto. Eles faziam o que o alto mandava. Era a Maçonaria, a Igreja e a Inglaterra.
  • Então o senhor acha que esse texto, quando fala para proteger os sítios quilombolas, ele é só um uso político dos Constituintes? Não teve efeito algum?
  • Não...o sítio teve. Mas o negro não foi considerado como cidadão pleno. Se os negros são maioria, e ele é tratado como minoria, então não reconhecimento da maioria. A maioria tem que ser sinônimo de poder senão não é maioria. Não há reconhecimento. O reconhecimento é de falácia. O Estado brasileiro é um Estado racista. A decisão do Estado brasileiro é decisão racista. As autoridades são, exercem a decisão do governo. [Pausa]. O Senado, o Congresso, são...é aquilo que disse o Joaquim sobre os juízes [em referência à declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de que as entidades que reúnem magistrados atuaram de forma "sorrateira" ao apoiar a criação de quatro novos tribunais regionais federais].
  • A deputada  Constituinte  Benedita da Silva lutou pelo reconhecimento do  valor da cultura afro-brasileira. O senhor acha que ela não obteve sucesso na Constituinte de 1987-88?
  • Ninguém teve sucesso. As elites manipularam. Foi como o Joaquim Barbosa disse. Foi uma forma sorrateira de fazer as coisas. Use a frase do Joaquim, mini stro do Supremo. Ele disse isso ontem, você viu?
  • Sim.
  • Então, use a frase do Joaquim. Ele interpreta exatamente a situação de hoje.
  • Então os artigos da Constituição que defendem os afro-brasileiros são retóricos...
  • São. Não foram cumpridos. Foi uma forma sorrateira...o Joaquim disse isso. Anota aí:‘Fazenda Tapera, Mansidão da Ilha’ [em referência aos moradores da Fazenda Tapera, BA, que reclamavam aos governos municipal, estadual e federal, em abaixo assinado, apoio estatal por melhores condições de vida]  lá no blog tem um comentário de um estudante, abaixo do arquivo que escrevo, estudante da Universidade Federal [Mateus Santos - Estudante de Ciência Sociais da UFMG] que interpreta a briga do Joaquim. Você tem que ler o arquivo desse estudante. Se você ler  o que o Joaquim fala você vai ter tudo o que você quer. É uma questão do Supremo Tribunal Federal.
  • O senhor representava na Constituinte o CEAB. Essa entidade ainda existe?
  • Existe, mas está parada porque eu sofri muita pressão do governo.
  • Desde quando o senhor sofre essa pressão? E que tipo de pressão?
  • No governo Sarney. Assassinato mesmo.
  • Como?
  • Assassinato mesmo eles tentaram.
  • Isso desde a Constituinte?
  • Desde os militares até o [governo] Lula.
  • Então o senhor não se sentiu livre na Constituinte para poder
  • [Interrupção]. Não!!! Eu não ligo  para  essas coisas não. Eu não to preocupado com que essa gente vai fazer. Eu não fico preocupado com esse tipo de coisa.
  • Sr. Waldimiro, o senhor disse que as normas constitucionais não foram aplicadas, mas o texto que ficou pronto na Constituinte gerou alguma expectativa, o senhor concorda?
  • Não como ....  Existindo  uma maioria ela tem que ser considerada como maioria. Nós não fomos considerados como maioria. Se não estamos com poder não somos maioria. Eu queria que você colocasse isso. A maioria só no poder. Não temos os cargos. Mas, querendo ou não, nós somos a maioria.
  • Então o texto final da Constituição não agradou ao senhor...
  • Não. Nunca agradou, ela não foi cumprida. [Pausa] O texto, vamos assim dizer, é rasteiro.Usa a expressão do ministro... sorrateira.
  • Outros grupos foram mais favorecidos que os negros?
  • [Longa  pausa] Nós não somos grupo, somos a maioria da nação. Eu to falando que nós somos a maioria. E como maioria a  Constituição  não viu nada, não  está  sendo cumprida. É um governo de Apartheid. Nós temos um governo de Apartheid no Brasil.
  • Então o §5º, que trata dos quilombos é muito rasteiro, não é significativo...
  • Não, não...aquilo tudo é de brincadeira. Coisa que num é de concepção...hoje o governo brasileiro é um governo de Apartheid. Quero que você coloca isso aí, você coloca?
  • Coloco sim!
  • É um governo de Apartheid, racista, perverso, desumano, que não respeita os direitos humanos.
  • Desde os militares?
  • Em toda a História. Até hoje.
  • Sr. Waldimiro, algo mais que o senhor queira complementar?
  • Você anotou a Fazenda Tapera, para você botar o artigo desse rapaz? Você anotou.
  • Sim. Já anotei. O senhor vive em Brasília...
  • Eu moro em Brasília. Conheço toda essa cidade. Fui amigo do Itamar [Franco].
  • O Itamar é da minha cidade, Juiz de Fora...
  • É..aí você coloca ‘Carta  de Uberaba, Congresso afro-brasileiro’ [em referência a evento ocorrido em 1979]. Leia o blog todo e leia o pronunciamento do Itamar  para  você ver o que ele diz. Vê aí  Carta  de Uberaba e Proclamação de Ribeirão Preto, Encontro de Ribeirão Preto, o negro no Brasil 1980 [título do blog]. Com isso você vai poder entender tudo isso.
  • O senhor admirava a figura política de Itamar Franco?
  • Ih, eu trabalhei junto com ele. A gente fez trabalho junto, de mãos dadas. Você vai ver no blog e vai entender tudo isso aí.
  • Sr. Waldimiro, quero agradecer muito a atenção do senhor. Abraços.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O caminhar da vitória!

Em Salvador, no dia 28/12/2015 às 15h, foi lançada biografia autorizada de Milton Santos, escrita pelo jornalista e professor da Ufba, Fernando Conceição. A surpresa foi a presença de mais ou menos 300 pessoas. E todos estavam radiantes em adquirir o volume da biografia. Expressavam que a obra de Milton Santos um dia chegará ao grande público.



Em plena segunda-feira, em salvador, com a presença marcante nem só de pessoas da Bahia e sim de vários estados, mais a cobertura da impressa sobre esse evento, reflete o novo caminhar. O comparecimento da juventude e dos estudantes identifica uma proposta de pesquisa ,de informação para um projeto de governo baseada na obra de Milton Santos. 
 (Evento do Lançamento da biografia de Milton Santos em Salvador)
 (Evento do Lançamento da biografia de Milton Santos em Salvador)

Os Brasileiros querem um projeto politico que agregue todo o seu potencial da nação. A obra do Milton Santos é um dos indicativos do processo politico da cidadania.