terça-feira, 10 de junho de 2008

Segundo Editorial O Negro no Brasil Atual (1980)

Em atenção, a grande participação neste blog http://onegronobrasil1980.blogspot.com são eleitores. Encaminhamos com sugestão ao país, para uma gestão e realização de um seminário sobre a obra de Milton Santos.

MILTON SANTOS

Propugna-se por alçar a bandeira que o ilustre brasileiro Milton Santos, geógrafo de mão cheia, desfraldou; a de ver reunidos num conclave só, a debater-se excelência e qualidade num mundo em que a globalização centrada em interesses alienígenas minoritários (países controladores do capital planetário conhecidos como G-8), solaparam a perspectiva idealizada pelo magno cientista, de globalização produtiva com inclusão igualitária.
Nessa temática geopolítica e geofísica, inserida profundamente no contexto geomorfológico, está a demandar novos cérebros a obviar transcendência paradigmática, onde a suficiência humana acode perene como novo degrau à efeméride de hum mil novecentos e setenta e nove, manifestada em "Carta de Uberaba". Manifestação pujante e autônoma a eclodir sempre de novo, qual 'Fenix' renascida sob égide do "Encontro de Ribeirão Preto", reverberando no Senado Federal, com pronunciamento valoroso de eminentes representantes da qualidade nacional.
Destarte, dada a magnitude da obra aludida, convém convidar a própria Organização das Nações Unidas - ONU -, a interagir na gestão da gênese preconizada pelo notável ganhador do prêmio ABMES. Acresça-se concomitantemente invocar a Universidade Federal da Bahia a pronunciar-se e investir-se das honras, sob as conseqüências oriundas das tratativas, de um tão memorável filho.
Aprouve ao Brasil, ser o Senado Federal e todo o Congresso Nacional o berço do seminários de estudos e pesquisas, pois com toda razão chama-se Parlamento, exercício do verbo, o lar da linguagem fluída, o próprio momento 'local onde se parla ou fala'. E nada mais retumbante que deitar considerações, sobre tão impoluto brasileiro, filho da Bahia e famoso mundialmente.

6 comentários:

  1. Caro Waldimiro. Gostei da sua página, principalmente sobre a temática abordada. Nós precisamos ocupar mais espaços em todos os meios de comunicação. É um direito nosso. Eu penso igual a você. Precisamos divulgar nossa cultura e além do mais, conquistar aquilo que muito nos foi negado.

    Na verdade o que nós queremos é uma sociedade brasileira mais justa, mais vigorosa onde todas as etnias consigam viver em harmonia.

    A propósito waldimiro, deixo-lhe o endereço de minhas páginas para que você vizite-as e comente-as.

    www.luizvarella.blogspot.com/

    www.capoeiraroo.blogspot.com

    Prof. Luiz Carlos
    Rondonópolis
    Mato Grosso

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  2. MÃE-PRETA

    Filho de branca babujou teu seio,
    negrinho berrou e berrou,
    sinhá nenhuma amamentou.
    Por que não existe mãe-branca?
    Por que não existe mãe-branca?

    - Mãe branca?
    ora já se viu
    é muito desaforo!

    Oliveira Silveira

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  3. pro sistema financeiro do país.

    Economia espacial, Milton Santos
    editora USP
    capa
    "muitas teorias subjacentes ao planejamento constituem instrumentos para preservação do sistema economico e da estrutura de classes vigente nos paises subdesenvolvidos. Essas teorias postas a serviço do capital, especialmente do grande capital internacional, tem-se mostrado indifirentes à sorte da granda maioria das populações desses países. Nos ensaios desse volume, Milton Santos, procura apresentar alternativas fundadas nas especificidades e nos interesses dessas populações."

    Leiam e vejam formas de questionar as teorias hegemonicas, buscando relações sociais mais igualitarias.

    José Higino
    Serviço Social UnB

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  4. Precisamos de pessoas com a mente aberta e dispostas a lutar por um país mais justo.
    Parabéns pelo excelente trabalho!!!

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  5. P R O J E TO DE R E S O L U Ç Ã O Nº

    Concede o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira, em homenagem post mortem, ao Professor Milton Santos.


    Art.1º - Fica concedido, com fulcro na Res. nº 1222 de 22 de dezembro de 1993, o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça João Mangabeira ao ilustre professor baiano Milton Santos, em homenagem post mortem.

    Art.2º - Após aprovada esta resolução, a entrega do Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça João Mangabeira aos familiares do Prof. Milton Santos, deverá ser feita, durante Sessão Especial convocada por esta Assembléia, na forma regimental.

    Art.3º - Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.

    Sala das Sessões, 30 de julho de 2001.

    Deputada Lídice da Mata – PSB.

    J U S T I F I C A T I V A

    A presente proposição visa conceder o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça João Mangabeira ao ilustre professor baiano Milton Santos, instituído pela Res. nº 1222 de 22/12/1993.
    Este título é concedido ao cidadão brasileiro que tenha desenvolvido, pessoalmente ou através de entidade, atividades voltadas para as causas reconhecidamente benéficas à coletividade baiana ou ao povo brasileiro, que resultem no desenvolvimento político, social e econômico do Brasil (art.2º, Res. nº 1222 de 22/12/1993).
    Assim foi o professor Milton Santos. Prestou, ao longo de sua vida, inestimáveis serviços voltados ao desenvolvimento integral do povo brasileiro.
    Das suas mais de 40 obras literárias e científicas, diversas delas consistiram em estudos profundos de aspectos geográficos, econômicos e sociais do nosso Estado e do nosso país, tornando-se fonte de fundamental importância para as escolas e universidades de todo o mundo.
    Merece ser destacada também a atuação do Professor Milton Santos na Comissão de Justiça e Paz, desde de 1991 e sua participação, como consultor, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização dos Estados Americanos (OEA), da UNESCO e do Senado da Venezuela, para questões metropolitanas.
    Conceder o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça João Mangabeira ao professor baiano Milton Santos é pois, um ato do mais puro reconhecimento à magnitude de seus ensinamentos e a sua postura como cidadão comprometido com as causas da humanidade. Além disso, a homenagem contribuirá para que se dê um registro histórico nesta Casa à sua obra, tornando ainda mais perenes, no povo baiano, os ideais de dignidade, justiça social e democracia propagados pelo ilustre mestre.
    No último dia 24 de junho o corpo do geógrafo Milton Santos foi sepultado no Cemitério da Paz, em São Paulo. Neste momento, a cultura brasileira ficou infinitamente mais pobre. Neste dia, em várias partes do mundo, foi feita uma reflexão referente a este idealista e genial defensor do humanismo em toda sua radicaliade.
    Enquanto vivo e intelectualmente atuante, o Prof. Milton Santos recebeu cerca de 20 títulos honoris causa, entre eles, o Prêmio Vautrin Lud, equivalente ao Nobel da Geografia. Mas, para muito além dos títulos, o Prof. ele computou, durante sua trajetória, o respeito e admiração de todos que tiveram o prazer de desfrutar da sua brilhante e generosa presença.
    Nascido em Brotas de Macaúbas, Bahia, em 3 de maio de 1926, Milton Santos veio ainda criança para Salvador, sendo matriculado como aluno interno, no instituto Baiano de Ensino, dirigido pelo Professor Hugo Baltazar da Silveira. Diplomou-se como Bacharel em Ciências e Letras em 1941. Em seguida, no ano de 1948, concluiu o curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Superando todos os obstáculos que lhe foram impostos, tornou-se um homem de dignidade e sabedoria exponencial para o Brasil.
    A vocação deste jovem baiano negro, no entanto, encontrou-se no campo do magistério. Após lecionar no Ginásio Municipal de Ilhéus, ingressou como Professor na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Salvador, onde definiu seu gosto e sua dedicação pela Geografia
    Entre os anos de 1956 e 1964, atuou como redator do jornal A TARDE. Durante a ditadura militar no Brasil, entre 1964 e 1971, Milton Santos foi preso, perseguido e finalmente exilado. No período do exílio, fez doutorado na França e esteve, como professor, em diversas outras importantes universidades do mundo, como as do Canadá, Inglaterra, Estados Unidos, Tanzânia e Venezuela.
    De volta ao Brasil, em 1982, passou a lecionar na Faculdade de Ciências Humanas e Letras da USP, onde criou o Laboratório de Geografia e Política e Planejamento Territorial e Ambiental, berço de muitos trabalhos de pesquisa.
    Foi Presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros em 1963 e, em 1994, como aqui já destacado, conquistou o Prêmio Internacional da geografia Vautrin Lud, sua láurea científica máxima.
    Sem dúvida, foi o maior expoente da Geografia brasileira, com enorme projeção internacional. Sempre polêmico e revolucionário em suas abordagens, o Prof. Milton Santos, além de conseguir ver traduzidos diversos de seus livros em várias línguas, publicou também um grande número de ensaios e artigos para revistas especializadas e mais de 231 colaborações em livros coletivos.
    Durante os últimos anos, o saudoso mestre ocupou-se, com grande atualidade e dedicação, ao estudo do fenômeno da globalização e de suas consequências perversas em relação às soberanias nacionais e ao exercício da cidadania. Tendo o ser humano como centro permanente de sua vasta obra, ele ensinou como se pode afastar a armadilha neoliberal da economia mundializada, por meio da formulação de políticas, que integrem sempre o desenvolvimento econômico ao social.
    Não há liberdade sem justiça social. Poucos, como Milton Santos, souberam dizer isso de forma tão brilhante e coerente. Nada mais adequado pois, do que lhe conceder o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça João Mangabeira.
    Sua vida foi pautada por um inarredável compromisso humanitário: a busca de novas alternativas para a construção de um mundo mais justo e digno. Ao mesmo tempo, seu caminho foi sempre guiado pelo sentimento de solidariedade com as lutas do povo brasileiro, em favor de sua inclusão social e da preservação de sua identidade cultural.

    Sala das Sessões, 30 de julho de 2001.

    Deputada Lídice da Mata PSB.

    ANEXO DAS PRINCIPAIS OBRAS DO PROFESSOR MILTON SANTOS:

    Povoamento da Bahia: suas causas econômicas (Salvador, 1948).
    Os estudos regionais e o futuro da geografia (Salvador, 1953).
    Zona do cacau, introdução ao estudo geográfico (Salvador, 1955).
    Estudos da geografia da Bahia (Salvador, 1958).
    Localização industrial (Salvador, 1958).
    A cidade como centro de região (Salvador, 1959).
    Marienne em preto e branco- Viagens ( Salvador, 1960).
    A rede urbana do recôncavo (Salvador, 1959)
    O centro da cidade de Salvador (Salvador, 1959).
    A Cidade nos países subdesenvolvidos (Rio, 1965).
    Croissance démographique consommation alimentaire dans les pays sous-développés (Paris, 1967).
    Aspects de la géographiede l’économie urbaine des pays sous-développés (Paris, 1967).
    Dix essais sur les villes des pays-sous-developpés (Paris, 1967).
    Le métier du géographe en pays sous-développés (Paris, 1971).
    Les villes du Tiers Monde (Paris, 1971).
    Geografía y economía urbanas en los países subdesarrolados (Barcelona, 1973).
    Underdevelopement and Poverty: a Geographer’s View (Toronto, 1975)
    L’Espace partagé (Paris, 1975).
    Por uma Geografia Nova( São Paulo, 1978).
    O trabalho do geógrafo no terceiro mundo (São Paulo, 1978).
    Pobreza Urbana (São Paulo, 1978).
    O espaço dividido (Rio, 1978).
    Economia espacial: críticas e alternativas (São Paulo, 1978).
    The Shared Space: the two circuits of the urban economy and Its Spatial Repercussions (Londres, 1979).
    Espaço e Sociedade (Petrópolis, 1980).
    A urbanização desigual (Petrópolis, 1980).
    Manual da geografia urbana (São Paulo, 1981).
    Pensando o espaço do homem (São Paulo, 1982).
    Ensaios sobre a urbanização latino-americana (São Paulo, 1982).
    Por une géographie nouvelle (Paris, 1985).
    Espaço e método(São Paulo, 1985).
    Espacio y Método (Barcelona, 1986).
    O espaço do cidadão (São Paulo, 1987).
    Metamorfoses do espaço habitado (São Paulo, 1988).
    Novos rumos da geografia brasileira (São Paulo, 1988).
    Por una geografia nueva (Madrid, 1990).
    Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo (São Paulo, 1990).
    Espace e Méthode (Paris, 1990).
    A urbanização brasileira (São Paulo, 1993).
    Por uma economia política da cidade (São Paulo, 1994).
    Técnica, Espaço, Tempo: globalização e meio técnico científico informacional (São Paulo, 1994).
    De la totalidad al lugar (Barcelona, 1996).
    Metamorfoses do espaço habitado (São Paulo, 1996).
    Fim de século e globalização (São Paulo, 1997).
    Pensando o espaço do homem (São Paulo, 1997).
    Por uma outra globalização (Rio, 2000).
    Território e sociedade (São Paulo, 2000).
    Brasil: território e sociedade no início do século 21 (Rio, 2000).

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  6. Guilherme D’Avila21 de novembro de 2009 14:55

    A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados venho, como brasileiro e eleitor, congratulá-los pelo excelente trabalho desenvolvido em prol do povo brasileiro, especificamente quanto ao Seminário a respeito da obra do ilustre Professor e Cientista Milton Santos. É de relevante importância o desenvolvimento deste trabalho, com a participação de inúmeros expoentes da classe educacional, os quais conhecem, praticam e entendem as idéias desenvolvidas pelo egrégio Geólogo, sintetizado pela Epistemologia Território e Territorialidade. Desta forma, este seminário tão a propósito de nossos novos tempos, vem trazer com o apoio desta Casa Legisladora, o legado de nosso grande ícone educacional O Laboratório de Geoformologia e Estudos Regionais, o qual sendo praticado inicialmente por Vossas Excelências neste século, virá muito contribuir para o engrandecimento do nosso povo e estimulará a revisão dos ultrapassados conceitos praticados até o momento. O povo brasileiro agradecerá esta atitude, nas próximas eleições, ao votarem em todos quantos se tornarem discípulos e edificadores da obra deste grande mestre, atingindo o seu ápice na construção de um novo e melhor Brasil, assim como também para todo o mundo.
    Guilherme D’Avila

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